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sexta-feira, 22 de março de 2013

O Crowdfunding para a Livros de Ontem


João Batista, autor do projecto "Livros de Ontem", relembra a sua campanha de crowdfunding e explica os passos que fez desde a ideia até formar o negócio, passando pelos prémios, como o do The Next Big Idea.


Já lá vai algum tempo (cerca de um ano e meio) desde que lancei o meu primeiro projeto de  empreendedorismo: a editora Livros de Ontem. Na altura, com apenas 18 anos e estudante de Ciência Política e Relações Internacionais, não sabia nada acerca do empreendedorismo, acerca das empresas, acerca do marketing ou dos mercados. Estava muito fechado no meu mundo, aquele em que eu era bom e me sentia confortável: a escrita. Foi como autor e como estudante que senti as dificuldades que me levaram a criar a Livros de Ontem, já com uma atitude empreendedora por detrás (mesmo sem ter consciência disso).

Foi o PPL que me ajudou a tornar uma ideia algo confusa num negócio que, até agora, conta com um largo sucesso. Foram eles quem me disseram o que fazer, como fazer e quando fazer. Basicamente, foram eles que me introduziram no empreendedorismo e no mundo empresarial.

O financiamento coletivo que o PPL me proporcionou foi um elemento essencial para o lançamento deste meu projeto a vários níveis. Em primeiro lugar, ajudaram-me a transformar uma ideia solta numa ideia de negócio. Em segundo, deram-me a oportunidade de testar a minha ideia antes de a lançar para o mercado e antes de investir nela. Em terceiro, garantiram-me o acesso a capital que sem o crowdfunding nunca teria sido capaz de angariar. Em quarto, deram-me uma visibilidade enorme junto dos meios de comunicação social e catapultaram a minha ideia para o pódio de vários concursos de empreendedorismo nacionais.

Claro que o processo não foi tão fácil e linear como aqui o descrevo. Angariar capital através de crowdfunding não é tarefa fácil e lançar um projeto na plataforma não é garantia de que ele seja financiado. Mas, na minha opinião, é esta a "magia" do PPL: separa os vencedores, os empreendedores, aqueles que têm vontade de fazer coisas, dos que desistem às primeiras dificuldades e que, por isso, dificilmente sobreviveriam no mercado. Ter um projeto no PPL fez-me ganhar consciência de que era tudo real e que estava mesmo a acontecer: tinha de me mexer! E, nesta fase, os eventos e a divulgação são fundamentais.

Para a Livros de Ontem o crowdfunding foi mais do que uma coisa positiva, foi um elemento absolutamente decisivo para retirar a ideia do papel. Aliás, esta primeira experiência foi tão positiva que novos projetos e novas ideias desta equipa irão, em breve, parar ao crowdfunding naquilo a que gostamos de chamar um regresso às origens.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Crianças da Costa do Sol recebem biblioteca móvel


“O TCHOVA DA JUJU”, uma biblioteca móvel infantil destinada a promover o acesso ao livro e a reforçar a ligação entre as escolas e as comunidades, chega no próximo sábado, dia 16 de Março, às 9h, ao bairro da Costa do Sol.

TCHOVA DA JUJU

Sob o lema “Brincar e Aprender”, o Tchova vai ser acolhido em ambiente de festa, num convívio comunitário que incluirá actividades de dinamização da leitura e nutrição reforçada para um grupo de crianças do bairro.

Esta biblioteca itinerante, construída a partir de um tchova (carroça típica de Moçambique), vai circular entre o bairro e a Escola Primária Completa NTWANANU, no âmbito de um protocolo assinado a 12 de Março de 2013 com a Escola Portuguesa de Moçambique (programa MABUKO YA HINA), a Escola Ntwananu e a Associação Livro Aberto.

«Achamos que é extremamente importante a questão do livro, porque incentiva a leitura, a criatividade e temos uma experiência muito interessante com a mais-valia destas maletas de leitura, que tiveram um efeito directo nos resultados escolares numa das escolas onde trabalhamos há mais tempo», salientou a Directora da Escola Portuguesa de Moçambique, Dina Trigo de Mira, durante a cerimónia de assinatura do protocolo.

O programa MABUKO YA HINA é implementado em articulação com o Ministério da Educação de Moçambique, inserindo-se num projecto da Rede de Bibliotecas Escolares de Portugal, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Projecto Ricardo Diogo.

A construção do Tchova da Juju foi viabilizada por cerca de 70 apoiantes através de uma campanha de financiamento colectivo no site PPL.COM.PT. A iniciativa insere-se no projecto “A Formiga Juju e o Sapo Karibu”, implementado em parceria com a AIDGLOBAL, DSF-Douleurs Sans Frontières e a LIVRO ABERTO, visando a promoção da educação inclusiva em Moçambique.

A Formiga Juju é um movimento cívico de promoção da leitura e expressão criativa em Moçambique, direccionado para crianças em situação de vulnerabilidade. A nossa missão é despertar a imaginação das crianças, através da distribuição gratuita de livros e construção de bibliotecas, para que possam elas próprias tornarse criadoras das suas histórias.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Testemunho de Eduardo Morais


Eduardo Morais, autor do projecto "Música em Pó", partilha connosco a sua experiência da campanha de crowdfunding.
Vale a pena ler, especialmente para quem está a pensar arrancar com a sua campanha.


Para fazer o meu segundo filme "Música em Pó", criei uma campanha de crowdfunding e estabeleci um patamar de 900 euros para conseguir comprar material e me deslocar para os vários locais de filmagem. A campanha foi bem sucedida.

Nas várias entrevistas que dei para a comunicação social, sempre gostei de brincar com o termo "mendigar virtual" (não no sentido depreciativo, claro) ao descrever o pedido que andava a fazer.


Um dos aspectos interessantes do crowdfunding é fazer com as pessoas entendam que, ao apoiarem, elas também passam a fazer parte do projecto desde a sua raiz. Não basta oferecer um dvd ou o produto final quando o mesmo estiver terminado, mas demonstrar que ao ajudarem, as mesmas se tornam um membro do projecto. Isso acaba por ser mais satisfatório do que qualquer recompensa.


A maior dificuldade prendeu-se com a duração da campanha. É verdade quando o PPL nos avisa que não é por a campanha estar no ar três meses que vamos conseguir angariar mais do que se apenas estiver um. O facto da campanha ser muito longa faz com que se adie permanentemente o apoio e quando a campanha termina, os “crowdfunders” já não vão a tempo por esquecimento.


No meu caso em particular, tratando-se de um documentário de cariz musical, pedi várias entrevistas em vários meios mediáticos (RTP, SIC Radical, Público, Jornal I, etc) planeando sempre entrevistas espaçadas entre si ao longo dos três meses de campanha para manter a “chama acesa” e desvendar pequenos novos detalhes à medida que a campanha chegava ao fim.

Criei também duas pequenas festas de angariação de fundos que contribuíram para que no fim a campanha chegasse à quantia necessária.